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Em Brasília, Ana Júlia denuncia epidemia de adoecimento mental dos trabalhadores do Paraná

  • Foto do escritor: Ocupar Politica
    Ocupar Politica
  • 20 de ago. de 2025
  • 2 min de leitura

A deputada estadual Ana Júlia Ribeiro (PT) esteve em Brasília na última semana para entregar relatórios alarmantes sobre o colapso da saúde mental entre professores da rede estadual do Paraná. Em 2024, mais de 10 mil licenças médicas foram concedidas por transtornos mentais a servidores efetivos da educação, o o equivalente a 41 afastamentos por dia útil. O cenário é ainda mais grave se considerarmos os mais de 32 mil trabalhadores temporários (PSS), que sequer entram nas estatísticas oficiais.


“Estamos diante de uma epidemia silenciosa. A pressão por metas irreais, a manipulação de dados e a precarização dos vínculos estão adoecendo nossos professores e trabalhadores. Essa cultura do silenciamento precisa acabar”, afirmou Ana Júlia, coordenadora da Frente Parlamentar de Proteção à Saúde Mental da ALEP.


A agenda da deputada incluiu reunião no Ministério da Educação, com Leonardo Barchini (Ministro Substituto), Rodolfo Cabral (Secretário Executivo) e Fabrício do Carmo (Diretor de Programas). No encontro, Ana Júlia cobrou a criação de um Programa Nacional de Saúde Mental na Educação, com diretrizes claras, financiamento adequado e metas para prevenção e cuidado com os profissionais da área.


O relatório entregue destaca que mais de 25% das licenças médicas de professores em 2024 foram motivadas por transtornos mentais, revelando um problema estrutural nas condições de trabalho e um impacto direto na qualidade do ensino. “A saúde mental dos educadores é um requisito fundamental para o funcionamento das escolas e para a garantia do direito à educação de nossos alunos”, ressaltou Ana Júlia.


Além da criação do programa nacional, a deputada sugeriu a inclusão de todos os trabalhadores, efetivos e temporários, nos levantamentos oficiais de saúde, e defendeu uma atuação mais rigorosa dos órgãos de controle como ALEP, Ministério Público e Tribunal de Contas do Estado para fiscalizar a aplicação das leis já existentes e acompanhar novas iniciativas.


A agenda da parlamentar também incluiu reunião no Ministério da Saúde, com Adriano Massuda (Secretário Executivo) e Marcelo Kimati (Diretor de Saúde Mental), além de representantes da UFPR e da direção do Sindicato dos Bancários e Financiários de Curitiba. A atuação conjunta visa dar visibilidade ao fato de que o adoecimento mental não atinge apenas os profissionais da educação, mas se alastra para outros setores, como o bancário, refletindo um problema mais amplo de precarização do trabalho e sofrimento psíquico em diversas categorias.


 
 
 

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