Ana Júlia afirma que reajuste de 5% é insuficiente e cobra enfrentamento ao projeto político de Ratinho Jr. na educação do Paraná
- Ocupar Politica
- 1 de abr.
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A deputada estadual Ana Júlia Ribeiro (PT) afirmou nesta terça-feira, dia 31, que a aprovação da data-base de 5% para o funcionalismo estadual representa apenas uma resposta parcial à pressão exercida pelos servidores e não enfrenta o problema estrutural da desvalorização das carreiras no Paraná.
A Assembleia Legislativa aprovou o reajuste para cerca de 237 mil servidores ativos e inativos, com pagamento a partir de maio. Segundo a parlamentar, mesmo que o insuficiente, o percentual aprovado só avançou porque houve mobilização direta das categorias, especialmente dos trabalhadores da educação, que acompanharam a votação e pressionaram o governo durante toda a tramitação.

“Aqui nada saiu por generosidade do governo. Se não fosse a mobilização dos servidores, não saía data-base, não saía reajuste acima da inflação, não saía nenhum movimento na carreira”, afirmou Ana Júlia durante manifestação dirigida aos trabalhadores da educação.
Na avaliação da deputada, o reajuste não recompõe as perdas acumuladas ao longo dos últimos anos. Ela sustenta que houve deterioração significativa do poder de compra dos servidores durante a gestão estadual e atribui diretamente ao governo a ausência de uma política consistente de valorização profissional.
Ana Júlia também criticou o fato de o governo apresentar medidas pontuais enquanto mantém pendências históricas nas carreiras do funcionalismo. Para ela, benefícios isolados e reajustes limitados têm sido usados para conter a insatisfação sem resolver o problema central.
“O governo faz o mínimo para tentar acomodar a categoria, mas o que os servidores estão dizendo é que não aceitam mais o mínimo. Querem valorização real, carreira organizada e educação pública tratada como prioridade”, declarou.
A deputada afirmou ainda que a política educacional adotada no Paraná expressa um projeto de enfraquecimento da educação pública e disse que a disputa sobre carreira, salário e condições de trabalho não se encerra com a votação desta semana.
Durante a sessão, além da data-base de 5%, também foi aprovada a reestruturação da carreira dos agentes de apoio do Poder Executivo, com impacto estimado em R$ 319 milhões por ano e reajustes médios que variam entre 9% nas classes iniciais e até 33% nas classes finais. A medida alcança aproximadamente 23 mil servidores.
Para Ana Júlia, apesar do avanço pontual, o debate central segue aberto: a necessidade de derrotar politicamente um modelo de gestão que, segundo ela, não reconhece a centralidade da educação pública e do funcionalismo para o desenvolvimento do estado.



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